Outros jeitos de usar a boca, de Rupi Kaur
Outros jeitos de usar a boca é
um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o
abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes,
e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de
dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta
o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma
maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente
por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia e
que também assina as ilustrações presentes neste volume , o livro se tornou o
maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1
milhão de exemplares vendidos.
Querem nos calar, de Mel Duarte
A antologia Querem nos calar: poemas para serem lidos em voz
alta reúne poesias de 15 mulheres slammers de todas as regiões do
Brasil. Os chamados poetry slams chegaram ao Brasil pelas mãos
de Roberta Estrela D’Alva, em 2008, e são batalhas de poesia falada com
temática livre que tem como destaque temas como racismo, machismo e
desigualdade social. Com prefácio de Conceição Evaristo, o livro conta
também com ilustrações de Lela Brandão e é organizado pela escritora
Mel Duarte, autora de uma das performances de maior destaque da Flip 2016
e integrante do Slam das Minas – SP.
Um útero é do tamanho de um punho, de
Angélica de Freitas
Lançado em 2012, o livro se tornou um clássico
contemporâneo ao refletir, com humor e perspicácia, sobre questões de
gênero. Depois de Rilke Shake, o segundo livro de Angélica
Freitas reúne poemas escritos a partir de um tema central: a mulher. Uma das
vozes mais destacadas da geração, Angélica Freitas subverte as imagens
absolutamente gastas do que se espera do gênero feminino, anunciadas em capas
de revistas e em vitrines de lojas de departamentos, e joga luz – com
inteligência, sagacidade e senso de humor aguçado – sobre o nosso tempo.
Pé do ouvido, de Alice San’t Anna
Um longo poema com versos repletos de lirismo, de uma das
grandes revelações da poesia contemporânea brasileira. Pé do ouvido se
inventa como um poema de formação, gênero que, como se sabe, não existe. Nos
romances assim designados, uma personagem jovem parte em viagem e, a cada
experiência vivida, forja, por acumulação, sua personalidade e visão de mundo.
A narradora de Alice Sant’Anna certamente é jovem, mas já rodou muitas
estradas. Entre uma Brook Street qualquer e o Morro Dois Irmãos, o que ela
aprende é a perder – certezas, casas ou amores -, aluna aplicada na dura
disciplina ensinada por Elizabeth Bishop.
O invisível aos olhos, de Akapoeta
Um clássico é aquela história que se pode ler e reler
infinitas vezes, em qualquer época e lugar, e se emocionar toda vez. É aquela
história que sempre permitirá múltiplas interpretações, que sempre tocará quem
a lê, e sempre de um modo diferente. É o caso de O pequeno príncipe,
que aqui, em trechos selecionados e interpretados por João Doederlein, é um
livro sobre amor e sobre tudo o que envolve esse sentimento tão difícil e, ao
mesmo tempo, tão essencial. Nesses comentários poéticos, João, também conhecido
como @akapoeta, nos sensibiliza com sua própria releitura do clássico de
Antoine de Saint-Exupéry e nos apresenta uma nova versão de passagens que
continuam a encantar corações dispostos a amar.





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