domingo, 17 de maio de 2020

Livros de poesia para ler (imediatamente)

  Outros jeitos de usar a boca, de Rupi Kaur

Outros jeitos de usar a boca é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia e que também assina as ilustrações presentes neste volume , o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos. 






     Querem nos calar, de Mel Duarte 

A antologia Querem nos calar: poemas para serem lidos em voz alta reúne poesias de 15 mulheres slammers de todas as regiões do Brasil. Os chamados poetry slams chegaram ao Brasil pelas mãos de Roberta Estrela D’Alva, em 2008, e são batalhas de poesia falada com temática livre que tem como destaque temas como racismo, machismo e desigualdade social. Com prefácio de Conceição Evaristo, o livro conta também com ilustrações de Lela Brandão e é organizado pela escritora Mel Duarte, autora de uma das performances de maior destaque da Flip 2016 e integrante do Slam das Minas – SP.



        Um útero é do tamanho de um punho, de Angélica de Freitas 

Lançado em 2012, o livro se tornou um clássico contemporâneo ao refletir, com humor e perspicácia, sobre questões de gênero. Depois de Rilke Shake, o segundo livro de Angélica Freitas reúne poemas escritos a partir de um tema central: a mulher. Uma das vozes mais destacadas da geração, Angélica Freitas subverte as imagens absolutamente gastas do que se espera do gênero feminino, anunciadas em capas de revistas e em vitrines de lojas de departamentos, e joga luz – com inteligência, sagacidade e senso de humor aguçado – sobre o nosso tempo.


  Pé do ouvido, de Alice San’t Anna


     Um longo poema com versos repletos de lirismo, de uma das grandes revelações da poesia contemporânea brasileira. Pé do ouvido se inventa como um poema de formação, gênero que, como se sabe, não existe. Nos romances assim designados, uma personagem jovem parte em viagem e, a cada experiência vivida, forja, por acumulação, sua personalidade e visão de mundo. A narradora de Alice Sant’Anna certamente é jovem, mas já rodou muitas estradas. Entre uma Brook Street qualquer e o Morro Dois Irmãos, o que ela aprende é a perder – certezas, casas ou amores -, aluna aplicada na dura disciplina ensinada por Elizabeth Bishop.  


          O invisível aos olhos, de Akapoeta

     Um clássico é aquela história que se pode ler e reler infinitas vezes, em qualquer época e lugar, e se emocionar toda vez. É aquela história que sempre permitirá múltiplas interpretações, que sempre tocará quem a lê, e sempre de um modo diferente. É o caso de O pequeno príncipe, que aqui, em trechos selecionados e interpretados por João Doederlein, é um livro sobre amor e sobre tudo o que envolve esse sentimento tão difícil e, ao mesmo tempo, tão essencial. Nesses comentários poéticos, João, também conhecido como @akapoeta, nos sensibiliza com sua própria releitura do clássico de Antoine de Saint-Exupéry e nos apresenta uma nova versão de passagens que continuam a encantar corações dispostos a amar.




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